Exposição Antiga
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Caracol

A área de Biologia da Estação Ciência foi ampliada com a reabertura do Caracol: um espaço onde o público pode, por meio de programa de computador do Instituto Butantan, saber mais sobre serpentes, aranhas e outros animais invertebrados venenosos e também sobre pássaros, através dos softwares educacionais Aves Urbanas e Brasil 500 Pássaros.


No local, estão em exposição animais marinhos resinados e em formol, os quais complementam a área externa ao Caracol, onde existem viveiros com cobras, répteis, lagartos e invertebrados, plantas carnívoras, aquários de água doce, salgada e outros espécimes marinhos resinados.

Ave Urbanas

Com essa exposição, os estudantes aprendem sobre comportamento, alimentação, reprodução e tempo de vida das aves, e sua adaptação ao ambiente urbano. Criada pela artista plástica Beth Kok, é constituída por 33 painéis que apresentam desenhos, fotos, colagens e textos sobre diversas espécies de aves urbanas da cidade de São Paulo.
O CD-ROM Aves Urbanas contém um jogo que permite obter maiores informações sobre as aves.

Produção e direção: Luiz Octavio Marcondes Machado, Maria Martha Argel de Oliveira e Marilda Rapp de Eston


Ao contrário do que se possa imaginar, não é necessário ir a locais distantes como a África ou a Amazônia, ou mesmo sair da cidade para se encontrar aves. Dezenas de espécies diferentes podem ser encontradas nos parques e praças ou então em bairros arborizados e nos jardins de residência e escolas. Mesmo nos centros das cidades e nos bairros menos verdes existem algumas espécies comuns.


Em São Paulo os melhores locais são os parques, como o Parque Ibirapuera, o Parque do Carmo e o Jardim Botânico. Bairros como o Brooklin, Chácara Flora, Granja Viana, entre outros, também são locais que têm muitas aves. Outros locais em que podem ser encontradas muitas aves são as margens de laguinhos e tanque de peixes, onde elas vão tomar banho e beber água.


As aves podem ser observadas em qualquer horário do dia (existem também aves noturnas, como as corujas e curiangos). Elas são ativas o dia todo, quer dizer, desde que o sol nasce até que ele se ponha existem aves voando, se alimentando e cantando. Existem, porém, alguns períodos em que a atividade é maior, como por exemplo, de manhã cedo, até mais ou menos 9 horas, e à tarde, depois das 15 horas. Isso ocorre porque, logo após o nascer do sol, todas as aves vão procurar alimento, já que passaram a noite toda sem se alimentar e agora têm que repor as energias; do mesmo modo, antes de dormir, elas saem à procura de alimento, preparando-se para passar a noite.


Abaixo podemos observar um esquema das partes de uma ave:

Texto baseado no caderno "Aves Urbanas - O Homem, o Planeta e a vida"

Brasil 500 pássaros

Projeto desenvolvido pela Eletronorte (Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A.) e que integra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil, é composto por um livro ilustrado com desenhos de 500 espécies de aves e pássaros brasileiros, permeado de textos explicativos, mitos, lendas e poesias; um CD-ROM interativo com jogos, música e reprodução do canto dos pássaros; um vídeo animado, lâminas didáticas, um álbum de figurinhas, agendas, calendários e uma exposição itinerante.
O trabalho, em sua versão completa, recebeu o Prêmio de Melhor Projeto Institucional outorgado pela Associação Brasileira de Comunicação Empresar
ial (Aberje).

Concepção e direção: Alexandre Magno Rodriques Accioly
Direção de criação: Wagner Hermuche e Mediale Design e Comunicação
Consultoria: Miguel Paladino


Em Tucuruí começa a história deste projeto: Brasil 500 anos, Brasil 500 pássaros. Trata-se de uma singela homenagem ao nosso país, um presente composto por 500 espécies da avifauna brasileira, tão rica e encantadora, voando por todos os recantos com nomes tão nossos, brasileiríssimos, sempre piando longe na memória coletiva.


Sob qualquer aspecto considerado, o Brasil apresenta um conjunto de espécies de aves dos mais interessantes do mundo. A segunda edição do livro Ornitologia Brasileira, um dos mais completos e respeitados sobre aves de nosso país, registra um total de 1677 espécies. Esse número inclui tanto aves residentes (que se reproduzem no Brasil) quanto as visitantes (que migram para o território brasileiro em determinadas épocas do ano e retornam às suas regiões de origem para se reproduzirem), nos posiciona em terceiro lugar com maior diversidade, atrás apenas de Colômbia e Peru.


O que permite ao Brasil apresentar tamanha diversidade de espécies? Um dos fatores principais é a presença de ecossistemas bastante variados, tais como: as florestas de várzea, igapó e terra firme da Amazônia; as florestas úmidas de planícies e montanhas da Mata Atlântica; a Caatinga nordestina; os diversos hábitats do Cerrado do Brasil central; o Pantanal Mato-grossense; os campos da Região Sul e as praias e manguezais da costa.


Contudo, quando se fala no número de espécies de aves no Brasil, há que se fazer algumas ressalvas importantes. A primeira delas é que há ainda grandes porções de nosso território praticamente desconhecidas em termos ornitológicos. Vale dizer, a Amazônia brasileira, com seus mais de 3,5 milhões de Km², constitui a maior região contínua de florestas tropicais úmidas do mundo, onde existe mais de um terço de todas as espécies animais e vegetais do planeta. A medida em que o conhecimento acerca das áreas mais isoladas é ampliado, registram-se novidades para a listagem de aves brasileiras. Outro aspecto relevante da avifauna brasileira é o elevado número de espécies encontradas exclusivamente em nosso país, definidas como endêmicas.


Mas apesar da elevada diversidade de espécies e de endemismos, nem todos os dados são favoráveis. Temos hoje em nosso território 103 espécies ameaçadas de extinção. Os desmatamentos das áreas verdes já destruíram cerca de 70% da área do Cerrado e mais de 10% da Amazônia Legal Brasileira. Também reduziram a Mata Atlântica a uma área inferior a 7% da que ocupava originalmente. É de se imaginar, pois, a ameaça de extinção que isso representa às espécies nativas destes ambientes.


Portanto, é necessário que a população brasileira participe de forma mais direta na fiscalização de nossos recursos naturais, reforçando a conscientização de que, ao comprar um animal de estimação obtido na natureza, pode-se estar até mesmo contribuindo para a extinção da espécie.


Abaixo você poderá observar informações e ilustrações de algumas aves existentes no país:


Anaçã – Comprimento: 35 cm.
Presente na Amazônia brasileira e também das Guianas e Venezuela à Colômbia e Peru.
Pela sua silhueta, em que se realça o topete, pode ser confundido com um gavião. Habita a copa em bordas de florestas maduras.
Vive aos pares ou em pequenos grupos de 4 a 7 indivíduos, pousando frequentemente em ramos expostos de árvores mortas. Voa baixo. Faz ninho em buracos de árvores mortas, inclusive naqueles feitos por pica-paus. A fêmea é um pouco maior do que o macho.
Conhecido também como curica-bacabal (Maranhão) e papagaio-de-coleira.




Arara-Canga – Comprimento: 89 cm.
Presente ao longo de toda a Amazônia brasileira e também do México e da Bolívia. Habita a copa de florestas úmidas, florestas de galeria, margens de rios e clareiras com árvores altas.
Vive em grupos, podendo misturar-se a bandos de outras araras. Alimenta-se de frutos grandes. Faz ninho em cavidades de árvores entre 10 e 25 m de altura.
Foi desenhada como enfeite no primeiro mapa do Brasil, confeccionado em 1502.
Conhecida também como arara-vermelha.




Beija-flor-preto – Comprimento: 11,4 cm.
Presente em todo o Brasil, do Panamá à Bolívia e na Argentina. Comum na copa e nas bordas de florestas, capoeiras, clareiras e áreas cultivadas próximas à água.
Alimenta-se de néctar e de pequenos insetos, os quais pairando em áreas abertas. Vive normalmente solitário, reunindo-se, contudo, em árvores floridas.
Faz ninho a cerca de 15 cm do chão, em formato de xícara, coberto externamente por material esbranquiçado.
O macho tem as partes inferiores pretas e os lados da cabeça e o pescoço marginados de azul-brilhante; a fêmea possui as partes inferiores brancas e uma larga faixa preta.
Conhecido também como beija-flor-de-veste-preta.




Irerê – Comprimento: 41 a 46 cm.
Presente localmente em todo o Brasil e desde a Costa Rica até a Bolívia, Argentina e Uruguai, sendo encontrado também na região tropical da África e em Madagascar.
Comum em lagoas com gramíneas, pantanais, campos alagados e, ocasionalmente, em lagoas de água salobra.
Durante o dia permanece agrupado em bandos compactos no chão, à beira de banhados e campos inundáveis. Raramente pousa em árvores, sendo mais ativo durante o crepúsculo.
Quando espantado, permanece sobrevoando em círculos o local onde estava, vocalizando sem parar. Faz ninho com folhas no chão, em pântanos ou em árvores ocas, pondo até 9 ovos branco-amarelados.
Conhecido também como marreca-piadeira (Rio Grande do Sul), assobiadeira, chega-e-vira, siriri, paturi-i, marreca-do-pará, marreca-viúva (Paraíba) e viuvinha (Ceará).



João-chique-chique – Comprimento: 18 cm.
Encontrado exclusivamente no Brasil, em uma pequena área do Nordeste – Piauí, oeste de Pernambuco e norte da Bahia.
É uma espécie rara ou incomum, que habita os arbustos baixos e a vegetação rasteira da caatinga.
Vive escondido, sendo observado com maior frequência logo após o amanhecer.
Conhecido também como sis-tré (nome onomatopéico, dado na Bahia) e maria-macambira.





Topetinho-vermelho – Comprimento: 6,8 cm.
Encontrado exclusivamente no Brasil, de Alagoas e Bahia ao Rio grande do Sul, em direção oeste até Goiás e Mato Grosso.
É a menor espécie de ave brasileira.
Habita capoeiras e áreas abertas floridas, tais como jardins.
O macho possui topete vermelho e as laterais do pescoço brancas com uma faixa verde, em forma de leque; a fêmea não possui topete ou leque no pescoço.
Conhecido também como beija-flor-magnífico.





Tucano-de-bico-verde – Comprimento: 48 cm.
Presente do Espirito Santo, Minas Gerais e Goiás ao Rio Grande do Sul. Encontrado também no Paraguai e Argentina. Habita a copa de florestas altas, principalmente em áreas montanhosas da Mata Atlântica, em seu interior e nas bordas.
Era comum ao longo de toda sua área de ocorrência, tendo entretanto se tornado raro em muitas regiões devido à destruição de seu habitat natural. Alimenta-se de frutos de palmitos, bem como de ovos e filhotes de outras aves. Vive em grupos pequenos, de cerca de 6 indivíduos. Faz ninho em buracos de árvores, pondo de 2 a 4 ovos.



Andorinha-serrador – Comprimento: 14 cm. Peso: 13,5 gramas.
Presente em todo o Brasil, é migratória no sul do país. Encontrada também da Costa Rica e Panamá aos demais países da América do Sul, com exceção do Chile. É comum em áreas abertas e clareiras, sendo mais numerosa próximo à água. Vive em pequenos grupos, empoleiradas em galhos mortos ou fios. Faz ninhos em buracos de barrancos, às vezes em colônias espalhadas ao longo de rios ou em cortes de estradas. Conhecida também como andorinha-serradora-do-sul.

Tico-tico – Comprimento: 15 cm.
Uma dos pássaros mais populares e estimados do Brasil, está presente em todas as regiões do país, com exceção das áreas florestadas da Amazônia. É migratório no Rio Grande do Sul e Paraná, aparecendo em bandos provavelmente procedentes dos países vizinhos. Encontrado também do México ao Panamá e na maior parte da América do Sul até a Terra do Fogo (Argentina).
É comum em paisagens abertas, plantações, jardins, pátios e coberturas ajardinadas de edifícios. Abundante em regiões de clima temperado e também em cumes altos expostos a ventos frios e fortes. É favorecido pelo desmatamento e pela drenagem de alagados, aumentando sua área de ocorrência. Vive em casais isolados, sendo que o macho ataca tico-ticos vizinhos que invadam seu território. Faz ninho na forma de uma tigela aberta e espessa. Põe ovos esverdeados salpicados de vermelho. Seus filhotes são frequentemente eliminados por filhotes parasitas de gaudério, pois o tico-tico é considerado o principal hospedeiro desta espécies. O tempo de incubação dura 12 ou 13 dias.


Mineirinho – Comprimento: 11,5 cm.
Presente no sudeste do Pará, interior do Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, norte de São Paulo, Goiás e Mato Grosso. Em Goiás desaparece com o início das chuvas. Encontrado também na Argentina. Varia de incomum a localmente comum em campos cerrados com árvores e arbustos esparsos. Vive em pequenos grupos, alimentando-se no chão, perto da cobertura de gramíneas, onde se locomove pulando. Também empoleira-se nos arbustos baixos. Aparentemente é mais numeroso em locais onde o cerrado tenha sido recentemente queimado.
O macho apresenta uma crista preta contrastando com os lados da cabeça brancos, as partes superiores cinzas, asas e cauda pretas, e a garganta e o centro do peito pretos, em contraste com a barriga canela; a fêmea é amarronzada e sem o preto na garganta e no peito. Conhecido também como vigilante (Minas Gerais) e bavezinho (São Paulo).

Texto baseado no livro "Brasil 500 pássaros, da Eletronorte



Animais Resinados e Animais em Formol

A exposição de animais marinhos resinados da Estação Ciência tem como intuito apresentar exemplares dos principais grupos de animais marinhos localizados no Caracol, para que os visitantes possam manipulá-los, juntamente com monitores treinados, para observar suas principais características.


Em exposição junto dos aquários, os animais em formol apresentam os principais filos de invertebrados dos ecossistemas marinhos, além dos vertebrados desse ecossistema, os chamados peixes ósseos e cartilaginosos, de modo que os visitantes possam conhecê-los melhor.


Desta maneira, pretende-se que as pessoas conheçam e se familiarizem com estes animais, na maioria das vezes desconhecidos por boa parte da população. Isto é importante não só do ponto de vista educacional, mas também para despertar o interesse e incentivar a conservação dos nossos ecossistemas marinhos, cada vez mais impactados pela atividade humana.


Os principais filos de invertebrados marinhos em termos de quantidade, diversidade e importância econômica são os dos equinodermos, moluscos e crustáceos.


Filo Echinodermata


Seus representantes se caracterizam pela simetria radial pentâmera do corpo. Endoesqueleto formado por ossículos calcários, ossículos espinhosos na superfície corpórea e pés ambulacrácios utilizados para locomoção. Não apresentam cabeça diferenciada e podem ser sésseis (fixos) ou de vida livre. Apresentam, geralmente, sexos separados. São exclusivamente marinhos e seus exemplares mais conhecidos são a estrela-do-mar, o ouriço-do-mar e o pepino-do-mar. O ofiúro, animal pouco conhecido se comparado aos animais citados anteriormente, também pertence ao filo dos equinodermos.


Filo Mollusca


É um filo muito bem sucedido e com alta diversidade de tipos morfológicos, compreendendo o maior filo dos invertebrados juntamente com os artrópodos.  Seus representantes são encontrados no ambiente marinho, de água doce e terrestre. Possuem simetria bilateral, cabeça diferenciada e uma concha protetora; algumas vezes a concha pode estar reduzida, coberta por tecido, perdida ou aumentada, de maneira a cobrir todo o corpo.


Entre as Classes mais conhecidas de moluscos podemos citar os Gastrópodes (concha espiralada: caracol), os Bivalves (concha com duas valvas: marisco) e os Cefalópodes (concha interna: lula; ausente: polvo).


Subfilo Crustacea


Pertencentes ao Filo Arthropoda, esses animais apresentam grande importância econômica. Seus representantes possuem simetria bilateral e cabeça diferenciada. Apresentam o corpo segmentado e articulado, normalmente dividido em cefalotórax (com a presença de 2 pares de antenas e patas articuladas) e abdômen. Apresentam também esqueleto externo (exoesqueleto) de quitina (proteína) com deposição de calcário.


A Ordem Decapoda apresenta os crustáceos mais conhecidos como os caranguejos, siris, camarões e lagostas.


Gavetas do Butantan

Texto baseado nas legendas da exposição Caracol



Diagramação: Francisco Bryan
Ilustração: Eliano S. Marques
Texto: Renata Cajado
Imagem: Renato Cury
dezembro de 2002