Programa ABC na Educação Científica – Mão na Massa
Polo Estação Ciência - USP

O Programa ABC na Educação Científica – Mão na Massa começou em 2001 numa cooperação entre as Academias Brasileira e Francesa de Ciência.

A Academia Brasileira incentivou a ação inicial em três cidades: São Paulo (via Estação Ciência), São Carlos (via CDCC – Centro de Divulgação Científica e Cultural da USP) e Rio de Janeiro (via Fiocruz).

Desde 2002 há no Brasil encontros anuais sobre este programa. Desde 2005 estes encontros são chamados de Seminário Nacional do Programa ABC na Educação Científica e seu objetivo é promover intercâmbio entre as experiências no Brasil e outros países, sediar a reunião da executiva nacional para fortalecer a formação dos profissionais envolvidos, estabelecer parâmetros de atuação e indicadores de avaliação para verificar a evolução discente, estimular registro e reflexão sobre as práticas de formação de professores e sobre as suas experiências de ensino e engajar novas redes públicas de ensino.

O desenvolvimento do projeto no pólo da Estação Ciência – USP tem como princípios a formação de educadores visando a construção de prática autônoma; a valorização da observação, das atividades de pesquisa e de habilidades envolvendo a criatividade, a construção e realização de experimentos; o desenvolvimento da oralidade e escrita, através de atividades investigativas. Realizar atividades experimentais é condição essencial no ensino de ciências por investigação. No entanto, elas não precisam ser exclusivamente manipulação de materiais ou montagens de experimentos. Para todas, contudo, adota-se procedimentos sequenciais que estruturam o desenvolvimento das aulas.

Em 2009, o projeto dividiu-se em três partes: fundamentação teórica, para formalizar os conhecimentos práticos manipulados; continuação e desenvolvimento das atividades de extensão (oficinas e cursos) e revisão e discussão dos materiais produzidos pela equipe (escritos e experimentais).

Neste ano, foram analisados os dados obtidos na Avaliação Diagnóstica realizada em 2008 nas escolas, da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, participantes do projeto, que apontaram a necessidade de formação periódica, para que professores e coordenadores reflitam sobre uma construção significativa da metodologia. Os professores mencionaram que a utilização dessas atividades torna as aulas interessantes e aguça a curiosidade e a observação. Há uma visão crítica e participativa de alunos e professores no processo de aprendizagem.





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V Seminário Nacional do Programa ABC na Educação Científica